Numa fase em que tanto o meu país de origem e o meu país de residência t erão eleições nos próximos tempos, não posso evitar sentir-me enteada de ambos. Sei que tudo rege-se por leis (e excepções), e na verdade, a Nyabetse de 1999 não se teria importado muito. - É que nessa altura eu achava que abstendo-me de votar unia-me às massas que demonstravam o seu protesto perante o sistema, era uma manifestação de desespero, e não de desinteresse como muitos explicavam.
Dez anos depois aqui estou. Trabalhando activamente onde resido, pago os meus impostos, presto serviços comunitários, etc. Contribuindo como posso para o meu país, seja através de trabalho, formação, divulgação, etc (pode dar tema para outro poste cá no blog)
Mas no momento das grandes decisões não posso dizer o meu parecer!
Deste lado porque não tenho a nacionalidade, e portanto não cumpro com os requisitos. É a lei. Aqui sei oque fazer, se quizer
Do outro lado, porque não emigramos em em número suficientemente grande como para podermos ter a palavra. É a excepção da regra!
Rir para não chorar.


