
Na senda das coisas positivas que este ano me traz, está a minha primeira participacão num festival de artes e cultura.
A estória é longa, mas resume-se na tentativa de escapar de mim mesma, e tentar ser outrém. Tentar sentar detrás duma secretária e "sentar cabeça", mas realizar passados anos que isso não me trazia felicidade, nem me levava a lugar nenhum.
Passou por conflictos internos que me ajudaram a assumir que sou quem sou, mulher multifacetada, músico e historiadora, apaixonada pelos temas sociais, activista e believer, mas não religiosa, apesar do meu berço.
E por entender que todas estas facetas devem conviver umas com as outras. Enfim, para abraçar quem sou aceitei as mudanças, deixei meu emprego, e quando melhor preparada estava o meu dream job veio ao encontro de mim, literalmente.
Voltei a passar horas e horas junto do meu piano, a contar-lhe segredos do meu ser, e ele a transformar tudo isso em sons meus.
Comecei a beber com mais ansia, do néctar da vida, do ritmo, do dia e da noite.
Estive em Maputo durante 3 semanas, e como que magicamente, 50 páginas nasceram das minhas leitura da bela Maputo. E não parei, escrevo, escrevo, poetizo, vivo nas minhas veias quem eu sou.
Tudo isto para dizer que no dia 04 de Setembro vou tocar piano no festival.
Vai ser um conceito que reflecte mesmo quem eu sou. Uma amiga vai dançar, juntas declamaremos e finalmente eu explorarei ritmos da minha terra, e combina-los-ei com a minha veia clássica.
É apenas o principio.
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