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8/16/09

Afrikan History Week Festival


Na senda das coisas positivas que este ano me traz, está a minha primeira participacão num festival de artes e cultura.

A estória é longa, mas resume-se na tentativa de escapar de mim mesma, e tentar ser outrém. Tentar sentar detrás duma secretária e "sentar cabeça", mas realizar passados anos que isso não me trazia felicidade, nem me levava a lugar nenhum.

Passou por conflictos internos que me ajudaram a assumir que sou quem sou, mulher multifacetada, músico e historiadora, apaixonada pelos temas sociais, activista e believer, mas não religiosa, apesar do meu berço.

E por entender que todas estas facetas devem conviver umas com as outras. Enfim, para abraçar quem sou aceitei as mudanças, deixei meu emprego, e quando melhor preparada estava o meu dream job veio ao encontro de mim, literalmente.
Voltei a passar horas e horas junto do meu piano, a contar-lhe segredos do meu ser, e ele a transformar tudo isso em sons meus.

Comecei a beber com mais ansia, do néctar da vida, do ritmo, do dia e da noite.

Estive em Maputo durante 3 semanas, e como que magicamente, 50 páginas nasceram das minhas leitura da bela Maputo. E não parei, escrevo, escrevo, poetizo, vivo nas minhas veias quem eu sou.

Tudo isto para dizer que no dia 04 de Setembro vou tocar piano no festival.

Vai ser um conceito que reflecte mesmo quem eu sou. Uma amiga vai dançar, juntas declamaremos e finalmente eu explorarei ritmos da minha terra, e combina-los-ei com a minha veia clássica.

É apenas o principio.

www.afrikanhistoryweek.com

5/7/09

Meus Swikwembo




Ja basta de acusá-los... Simplesmente não tenho estado bem de saúde este ano. Outra vez estou de licença médica, e a tentar ver isso como uma boa oportunidade para unir pontas soltas da vida.  Não tenho nem blogado, nem lido nos blogues que tanto gosto, para não falar de participar nos subsequentes debates... 

Aliás, duvido que se esteja a discutir tanto... Alguma coisa me diz que estão a incubar-se as discussões acesas e gostosas, para a proximo feriado, dia 09 de Maio, dia nacional do blogg!


Felizmente tenho pensado, e tenho vivido.

Muitas coisas boas tem, no entanto acontecido. Por exemplo, incentivada por uma conversa simples - as vezes oque precisamos é duma conversa simples, e nao de projectos, seminários, discussões nem ordens - comecei a correr pelas manhãs! Ora, correr em si não tem nada de estranho. O extranho neste caso é a pessoa que corre. Enfim, devo estar mesmo a crescer. 

De todas as formas, na esfera da saúde, agora estou com uma gripe que teima em ficar.  O resto da familia também. Mas isso é assunto deles, podem escrever nos seus bloggs se assim o desejarem (rsrs).

A minha filha entrou numa fase dificil, essa dos 2-3 anos. Quando eles tudo sabem, tudo podem, e no tudo os frustra porque nao podem comunicar claramente oque é que os apoquenta. Resultado: Diz-me nao a tudo, atira-me tudo ao chão, num geito mesmo de chefe, grita-me, e ainda é ela quem chora! Acudam-me!

Dos amores nem falemos. Amores ausentes, amores trabalhadores e ocupados. 

Por tudo isto, e muito mais, vejo que já não posso seguir acusando os pobres tinguluve da minha amargura. Tem de haver uma outra explicação, que para dizer a verdade já nem me interessa saber. 

Oque vale é que estou a escrever, exorcizando através da exposicão, esses demônios que se querem apegar à minha vida.

Oque vale é que as almas gémeas estão a um toque do telefone, à distância de um pensamento, e uma voz é tudo oque basta para devolver-me a certeza de que não estou só...

Oque vale é que quando há sol, e posso, saio com uma amiga, simplesmente para degustar duma cerveja num parque. Aliás, comecei a entender este fenômeno norueguês de cerveja de verão ao ar livre...

Oque vale é que existem as sextas feiras. Quem ainda acha que esse é o dia do homem, ou o dia de quem trabalha de segunda a sexta, está muito enganado! Sexta é o dia da euforia, da celebração à vida. Se a minha vida fosse religião, a sexta era o dia da missa. Sair, ver a cidade viver após o anoitecer (agora anoitece as 22 hr cá), sentir a energia dos vivos e semi-vivos, apaixonar-se pelas luzes neón desta cidade fria, cruzar-me com estranhos indiferentes, e com estranhos diferentes!

Tudo isto para dizer que à sexta saio para um concerto, e depois para dançar salsa, tomar um refrescante (haha, imaginem de que se trata), ver sorrisos, sorrir, e finalmente sair à rua, sentir a brisa gostosa no meu rosto, e caminhar à casa...

Passar por um casal de bêbados, um apoiando-se no outro, e tentando definir em que sentido está a sua casa... Morrer de rir sem razão aparente e acordar no dia seguinte feliz por ter saído...

Meus Swikwembo me cuidam. Sem dúvidas... 

Ashé!




3/20/09

Swikwembo...

Sei que ando desaparecida da blogosfera. Devo uma explicacao as minhas manas e aos manos: São os swikwembo. 365 dias sem pisar o meu pais, sem saborear uma macaroca bem fresquinha, sem sentar-me a sombre da mafurreira a reclamar do calor, e a comer melancia bem doce da machamba da minha velhote… Nenhum xikwembo aceita isso.

365 dias dos quais pelo menos 150 encasacada! E de calcas, chapeu, luvas, meias, etc, etc, etc… dão cabo do meu espirito. E com o astral baixo, o meu sistema de defesa fica vulneravel. Dai as doencas, acho… (hehehe, algum medico no grupo? Oque diria?...)

Anyways, as minhas dores de cabeca feram resultado de sinusite. Fiquei de cama. Por duas semanas.

Esta semana recomecei a trabalhar, e toda feliz porque o sol ja comecou a aparecer. Nao confundam, eu ano disse ja esta quente. Embora esteja, porque as temperaturas ja nao sao negativas. Variam entre 0 e 5 graus.

No meio da rua, sem mais, torci o pé.

E aqui estou, de muletas, cansada, revoltada e com saudades de casa. A reunir energias para regressar a blogosfera com as minhas divas, o meu dia a dia, e discutir paulito.

PS. Obrigada as manas e aos manos por procurarem por mim.

2/24/09

Maputo - a Tale of one City

Quadro de Gemuce: Heaven


Na passada sexta-feira tivemos o privilégio de estar presentes na abertura de uma exposicao sobre Maputo, com o título em epígrafe.


As obras apresentadas eram de artistas baseados em Maputo, nomeadamente:


Berry Bickle, Angela Ferreira, Pompilio Hilario (Gemuce), Mauro Pinto, Rafael Mouzinho, Emeka Okereke Lourenco Dinis Pinto.


As curadoras foram: Bisi Silva, Daniella van Dijk-Wennberg, Marianne Hultman


Esta exposicao estará aberta ao publico até ao dia 05. 04 (Veja aqui)


Discursos de abertura fora apresentados pela embaixadora do reino da Noruega em Maputo, e pelo embaixador da republica de Mocambique nos países nórdicos.


Uma série de aspectos deixaram muito a desejar, como a ausencia de nomes dos autores junto das obras, a falta de catálogos para todos (eu recebi um do meu amigo Gemuce), o facto de a emergente comunidade mocambicana não ter recebido convites apropriados e a tempo (gracas à pressäo por parte tanto dos artistas como da direccao da nossa associacao, acabamos sendo convidados via email, um dia antes da abertura); etc, etc, etc.


Apesar de tudo isto (e mais), fiquei feliz por ter a oportunidade de encontrar-me com amigos de Maputo, ver as suas obras (regressarei para ver mais e melhor). Foi também uma boa ocasião para cavaquear com amigas residentes aqui em Oslo.


2/19/09

DIVAS I: Mari Boine








Mari Boine (nascida em 1956) representa um povo. Uma minoria, é certo, mas nem por isso falta de identidade. A sua carreira musica é o resultado da busca de identidade como sami.

O concerto aque assisti na passada sexta-feira tinha um aspecto especial, nomeadamente o facto de ela partilhar o palco com uma académica, estudiosa de religião. Esta senhora contava trechos de estórias do encontro entre a cultura sami e o ocidente, ou seja, o homem branco, vindo sobretudo do reino da dinamarca, com uma missão sólida: evangelizar e salvar os primitivos que se vestiam de peles, e que eram tão castigados pelo diabo que viviam mudando de acampamento (É que os sami eram/são nómadas)!


Mari Boine intercalava cada canção com uma estória deste encontro, e acabou levando-nos a todos a sua zona de origem, as suas crenças, as crenças do seu povo.


Para mim (provavelmente a única africana no espectáculo), foi uma esperiencia tanto mágica como irônica, a de descubrir que pese o facto de os sami serem, para mim, brancos, sofreram os mesmos preconceitos e violencia que "nosotros" em Africa.




Por causa desta madurez, desta bagagem de conhecimento, reseultante da busca de identidade, de ela ser a face de uma nação, e ter orgulho a representar; Mas também por causa da sua musica sofrida e divina, e ter uma voz tão poderosa, por todas estas razões, Mari Boine é, para mim, uma DIVA.


Claro que para terminar este post, coloco aqui um cheirinho desta mãe de mão cheia.









1. Joik- tipo de canto típico sami. Veja mais aqui.

2/16/09

Mari Boine, Parkteatret

Depois do meu ensaio na sexta-feira, fui encontrar-me com tres amigas ao Parkteatret (uma sala de concertos). Infezlimente eu nao havia comprado o bilhete antes, daí que não pude entrar com as minhas amigas. A regra geral é de quem quem nao tem bilhete deve esperar até ao início do espectaculo, para ver se sobram lugares.
Pois, fiquei numa bicha de cerca de 12 pessoas. Esperamos, esperamos, esperamos. estou a Falar-vos de uma noite com uma temperatura de cerca de -8 graus centígrados. E embora eu estivesse bem agasalhada, não há nada pior que estar parada no frio.
Depois de cerca de 40 minutos eu já estava com os pes a congelar. Comecei a considear a hipótese de desistir e ir para casa. Mas pensei "se de todas as formas já estou a pagar alguém para fazer baby sitting hoje... melhor aproveitar bem a ocasião"...
De repente, como em filme, recordei-me de que um dos donos do Parkteateret é amigo das minhas relacões. Ha um ano até viajamos juntos em trabalho para Maputo! depois de uns instantezinhos de discussao entre a prudencia e a ansiedade, mandei-lhe um sms:
- "Olá Pål. Estas no Parkteatret para ver a Mari Boine?"
instantes depois chegou a resposta:
- Infelizmente não. Estou na Itália.
- Ah, ok. Eh que estou aqui a apanhar frio, e pensei que se tu estivesses aqui, terias certamente lugares para convidados. - Normalmente quem trabalha num espectáculo tem direito a entrada gratis mais dois convidados.
- Ah, diz aos da entrada que te deixem ocupar o meu lugar.
Ah, fiquei tao feliz, saí disparada da fila, e fui a entrada. Mostrei a sms, e indiquei:
- Ve la bem quem foi que mandou. Ele está na Itália.
Sem argumentos, deixaram-me entrar.
Veja a seguir um pouco sobre o concerto, e sobre Mari Boine.

1/9/09

Gaza em Oslo







Ontem houve dois eventos relacionados com a guerra de Gaza: Uma declaração de apoio a Israel, e uma manifestcação pela paz na região.

A declaração de apoio foi organizada, e feita pela lider do partido progressista, Fremskrittsparti, que é o partido da direita mais popular (e populista), cuja líder é uma nova senhora de 39 anos, que tem marcado a vida política local pelos seus posicionamentos um tanto ou quanto agressivos. Esta declaração estava marcada para as 17:00 em frente ao parlamento.

Duas horas mais tarde estava marcada a manifestacao pacífica pala paz, onde várias pessoas discursariam, cantariam, enfim, expressariam a sua opinião, num estilo típico da esquerda, num espirito de  solidariedade, marcado por palavras de ordem e unidade. Eu tinha pensado em participar, mas não consegui ninguém para ficar com a criança, e ademais estava com febres. Pois, veria tudo pela tv.

Para a primeira realizacao, houve cidadaos israelies residentes em diversos pontos do país que passarm o dia na estrada, para poder participar. Algumas portavam a bandeira do seu país de origem.

Mas eis que, segundo as noticias, uma grande massa de anti-israelies estava no local, para manifestar o seu desagrado pela menção de apoio a Israel.

Quando a senhora Siv Jensen chegou ao "pódio" e começou a falar, foi apupada ruidosamente (valha a redundancia). Os apoiantes de Israel que tinham bandeiras foram atacados, e a polícia interveio, lançando gás lacrimogéneo e distribuindo as amadas (acho que a polícia as ama), cacetadas.

Houve enfrentamentos nunca antes vistos nesta pacata cidade. Prenderam-se 37 pessoas, das quais apenas 1 (sim, uma) é palestina!  Segundo a polícia, muitos eram oportunistas que queriam criar disturbios (!). Vejam fotos aqui. Reparem no apetrecho da polícia que normalmente anda até desarmada! Caso para dizer "defender a democracia com dentes e garras!


Vejam o video retirado do youtube.





As noticias das 1830 mostravam uma praça silenciosa e vazia, a 1km do parlamento. Refiro-me à praça onde o acto de demonstracão em prol da paz aconteceria. 

Quando meia hora depois, voltaram a mostrar o local, estava apinhado, com cerca de 18 a 20 000 (sim, vinte mil) demonstrantes.

Embora fortemente vigiado pela polícia, este foi um acto diferente do primeiro, onde o espírito pacifico e solidarion caracterizou o programa todo.








1/6/09


Dilema




Ha uns poucos anos havia um grande enfoque sobre os donativos de roupa de segunda mão, vinda essencialmente da Europa ou dos EUA, vulgo xicalamidade (ou calamidades). Segundo a posicao então defendida, a abundancia destas roupas no mercado africano, tanto gratuitas como e sobretudo, à venda (em Maputo temos o grande shopping ao ceu aberto de Compone), era uma barreira ao desenvolvimento da industria local de roupa.


Dizia-se, e até faz sentido, desde este ponto de vista, que este mercado de roupa de segunda mão impede o crescimento de fabricas locais de roupa. Mais tarde fui me perguntando se este facto era baseado em factos ou suposicões, dado que eu pelo menos não conheco muito o mercado de roupa d efabrico nacional...


Mas de todas as formas, deixei de consumir segunda mão, para apoiar as indistrias emergentes.


--


Durante as ferias de natal, eu e a familia aproveitamos para separar roupas que ja nao usamos. Normalmente sao roupas ainda em bom estado, que por uam razao ou outra (maldito materialismo), deixamos de usar por um bom tempo. A ideia era doá-las ao Exercito de Salvacao, uma instituicao de caridade, que apoia os pobres cá. Bem... pobres? Apoia os mais desfavorecidos, ja seja com roupas e bens materiais, ou com comida e refeicoes, e ainda servicos.


Uma das coisas que eles fazem com as roupas eh revende-las. O vintage é uma tendencia estranha de valorizacao de roupas e móveis usados (ou velhos, hehehe). Engracado, enquanto escrevo penso "na Europa é vintage, em Africa é pobreza! Enquanto que cá até algumas revistas de moda fazem artigos, fotos e muita promocao, em Africa é uma vergonha comprar usado! Oh, mundos díspares!


Voltando ao caso, estava eu e pensar em como transportar as roupas para a estacao mais proxima do frelsesarmee, quando entra uma mensagem no meu telefone, de um colega ugandes. Ele pedia roupa usada que a gente pudesse oferecer, porque estava a organizar um envio para a terra natal, em especial para a zona de guerra. recordando-me de como a xicalamidade salvou-nos nos anos 80 (embora eu fosse uma crianca), nem pensei duas vezes.


Mas ficou-me o dilema: ao enviar estas roupas, estamos ou não a contribuir para a obstrucão da industria local?

12/4/08



Data: 07.11.09
 À espera do bus, apercebo-me de que os dias estão mesmo a ficar mais curtos. São 16h.



À saída do metro, para o serviço. 
data: 31.10.08, hora: 0750am

No fundo, sentado numa caixa vermelha, está um homem a tocar bandolin, para ganhar umas moedas (faltou-me coragem para tirar a foto mais próximo).

12/3/08

Natal: histeria, luzes e sombras





Tenho vontade de escrever sobre dezembro, natal, luzes e sombras. mas ao mesmo tempo penso que fotos podem falar mais. Aliás, tenho andado a tirar fotos da cidade estas semanas. Vou tentar fazer uma série louca e sem compromissos. Para além de umas poucas (hehehe) linhas, o elemento coisa visível que unirá estes posts vai ser a numeração. O resto será, espero, subtil, mas presente.

11/6/08

Uma noite no centro 1: The change has come!





Estava ontem no teatro a assistir a um musical, "singin in the rain" . O teatro nas grandes salas de teatro (pese a redundancia) é ainda um fenómeno quase 100% norueguês, e como tal, eu era a única pessoa de pele escura na sala. Mas não se alarmem, já estou habituada.


Quem ja viu o clássico filme, pode se recordar de que a uma dada altura, a actriz Lina Lamont aprende como melhorar e usar a sua voz, porque a produtora de filmes Monumental Pictures decidiu deixar de fazer filmes silentes, e abracar a nova tendencia de filme "falado" .

Durante uma dessas aulas de diccao, quando instada a repetir "o-d-d-b-m", ela diz "oo-baa-mma".


A sala ficou em extase, o público bateu palmas com frenesi. Claro, eu aproveitei para dizer "black power", e o senhor -velhinho ele- ao lado de mim fusilou-me com o olhar. ("whatever brada, Yes, we can", pensei)


A sensacão de que mais mundo do que a gente pensa está pronto para viver num mundo diferente foi marcante.

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Foto retirada daqui

10/29/08

Neve

Saio agasalhada esta manhã, e deparo-
me com a primeira neve da época. Por um lado um sorriso, mas por outro uma ligeira decepção, pois tinha alimentado a secreta esperança de que ele chegasse mais tarde este ano...









PS: Não tem muito detalhe, mas pode fazer um click nas fotos para vê-las melhor.

9/12/08

Right before Mutumbela started the performance...

A - Ah, they made us use this back door to come to this little room. Not that the Africans will realise this, but for us Norwegians this is not good.

Me - Sorry sir, I am African and I have realised that we didn't use the main entrance. Are you trying to say that we Blacks are idiots? (Thinking, "should I even add to him that this little room is called a black box?")

A - Ah, no, sorry, I was kidding - he said, with a yellow smile that made me sick.

Me - ... - just looking at him with my killer look. Aaaash!

Mutumbela Gogo No Teatro Nacional, Oslo

No fim da semana passada houve celebracões da obra de Ibsen. Mais uma vez. (Não sei quantas celebracoes ja houve nos ultimos 2 anos...). Um dos grupos que foram convidados para actuar foi o Mutumbela Gogo, que apresentou a peca de Henning Mankell "Noras døtre"- "As filhas de Nora" (clique aqui para ver a sinopse em inglês).
Eh uma peca cheia de tensao, emocões e que instiga ao pensamento. Ao longo dos cerca de 60 minutos, eu não podia deixar de realizar, uma vez mais, como as mulheres tem uma mesma causa, seja onde for que elas estão, e consequentemente, de pensar em como nos devemos dar a mão, ao inves de atirarmos pedras umas as outras.
Especialmente forte foi a parte em que elas dizem qeu carregam os seus homens nas cabecas. Eh um momento cheio de drama. Mas ao mesmo tempo, fico espantada (he, esta palavra não penso nela faz anos, mas desta vez fiquei), muito espantada com a reaccäo das assistentes de Mocambique. Coincidentemente (ou não?), elas riam-se as gargalhadas em todos os momento que a peca mais me partia a alma. Sera uma capacidade nossa de encontrar humor no mais dramatico do nosso dia a dia? Ou uma forma de escape também nossa?
De todas as formas, sai da peca com os olhos humedecidos, e o coracão mole. Fui trocar umas palavras com as actrizes, para combinarmos os a"after" (hehehe). Passai de ir busc-alas ao seu hotel mais tarde.
Quando eu, a inha irma e uma amiga fomos para lá, econtramo-las sombrias e a com um ar de "dispair" (eish, as linguas: ha situacoes que encaixam melhor numa lingua que noutra, ne): Enquanto elas actuavam, alguem foi mexer na carteira de uma delas, e de lá retirou todo o dinheiro (nao somente o cashet) de uma das actrizes!
Fiquei chocada. E não via mais oque fazer, do que aconselha-las a irem a policia.
Espero que elas o tenham feito.

7/7/08

A storm in Oslo!

I took my baby and left Oslo on Friday, to an coastal little town called Sandefjord, where her father has been working the whole week.
The weather was fantastic, 28 degrees, sunny and good.
Saturday started well, our plans were hitting the swimming pool, take walk in the promenade, hang around with other musician's wifes and girlfriends*, to try and catch the place's spirit and see it's people. And to work a bit, since I had to meet some deadlines today. After a while, though, it became darker and darker, as clouds mounted, and sudenly there was thick drops of rain falling. I love the rain, but we had to change our plans and stay indoors.
But, going back to Saturday I get information about how a storm is hitting Oslo. I find it strange to imagine, since I have always found the city to be too calm and quiet, almost with a grey and dull aura. At leats compared to Maputo, were despite having only two seasons, people are very familiar with storms, winds, extrem heat, heavy rains, etc ...
Back to Saturday, you know how technology works, within 1 hour there were news and pictures circulating on the internet, of a chaotic Oslo, trying to make it through the surprising storm. I got most of thews from "underskog.no" (a members only network), which is like a big family of artists, light and sound technicians, web-designers, etc.
People were describing how terrible this had been, how they had to run away from a festival, how they had been left on an island, with no transport, how trees had fallen, etc, etc.
What makes the point of this post is the comment addem by many of: "Wow! So much action! I wish we had similar things more often!"
Then I think: "er, eh... Another storm? No thank you."
You somehow realise that people don't have a challeging life. When a natural disaster is their thrill, and they indeed hope there were more, it is a case for you to ask yourself what world do they live in. I don't know. I mean, I know, Nature is always fascinating, but the consequences of it's "performances" have left some memories in my mind... I think of last years storm i Vilankulo, I think of "el niño" in Havana some years ago, I remember cheias de 2000 in Mozambique, and say "more storms? er... eh..., no thanks".
...
I don't want to judge people, but hey, I see things and they make me think.
________________
* There is something quite surreal about this, we meet for meals, hang around, admire the latest people have bought, watch our husbands performam, and now, talk about our kids. Ahhhhhg, I stay in my room most of the time. Or escape unseen!

6/27/08

It feels like Maputo...

Once my brother Madakwene sent us an email about how some things didn't "fit" in Montreal. Things that we had always associated with poverty.

But hei, now it is my turn, today I feel like I am in Maputo, precisely in my old job (those who know me know where that is)...



It is summer time, about 75% of employees at the Norwegian Directorate of Education and Trainning are on vacation. Outside it is warm and sunny. Not veeeery warm, though. And really, before you know it is raining heavily. But for us, this is a warm sunny day. Full stop ;)



We are four people in our office. Doing almost nothing and getting paid nevertheless. I surf the web, take breaks, read a book, and even magazines, take breaks, write stories, take breaks, drink water, eat fruit (served at work. Hah, this is the difference with Maputo!)... and take some more breaks.


And from time to time answer a phone call from people can't help anyways, because those they should talk to, are on vacation.



I reminds me ofthe aparelho do estado. With or without work to do, you have to report at work. And get paid for your time. And here the paycheck is fat, compared to my old job in Maputo.


The difference here is that I can also take vacations, take a get a sick leave or something, and I will still be paid without a question...


if I didn't have my stories to write, I would consider this as wasted time...

6/19/08

Maputo-Oslo, same day

I will just translate the tittles. I love it, I have to admit it...
Jornal Noticias, the main daily newspaper in Mozambique says:
"Biocombustíveis não ameaçam alimentos - indica estudo de bases para a elaboração de uma estratégia sobre a matéria"
"Biofuel does not represent a threat to (the availability of) food, according to a study..."
While Aftenposten.no, an online version of Norways biggest newspaper (not sure about this, though,) says:
"Britisk regjeringsrapport kritisk til biodrivstoff: Satsingen på biodrivstoff har bidratt vesentlig til prisøkningen på matvarer og har tvilsom miljøeffekt..."
"A report from the british government, is very critical to biofuel: The investiment into it has contributed significantly to the increasing of food prices, and have "suspicious" environmental effects..."
PS: My sisters the web nerds, can you give me a class, how to insert the links in a nice way :)