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3/24/09

Triste Africa, triste papa*

As controversas declaracoes (ou recomendacoes) do papa em relacao ao uso do preservativo tem criado em muitos de nós uma reacao forte. Fiquei muito feliz ao receber o artigo em epigrafe, da autoria do jornalista português Miguel Sousa Tavares, originalmente publicado na revista "Expresso". Discutamo-lo:

Os Papas gostam muito de ir a África. São viagens que asseguram sempre uma grande cobertura mediática, estádios cheios de multidões com bandeirinhas que não entendem nada do que o Papa lhes vai dizer nem estão lá para isso, discursos de efeito fácil e inócuo contra a pobreza e o subdesenvolvimento que ficam sempre bem à imagem de uma Igreja preocupada com questões sociais. De caminho, os Papas não se preocupam nada ou quase nada com a caução que dão às ditaduras que visitam, à corrupção que elas praticam e à miséria que promovem.

Quando João Paulo II visitou a Costa do Marfim, de que era ditador Houphouet-Boigny, dormiu num edifício construído de propósito para o efeito que custou 150 milhões de euros - o equivalente, talvez, ao PIB anual do país, e construído ao lado da Catedral de Yamassoukro - do tamanho da Basílica de S. Pedro, em Roma, toda em mármore, erguida em plena selva e cujo custo ninguém conseguiu jamais estimar. E aí, no covil do ladrão, abençoou o país e o seu Presidente e não se esqueceu de pregar a caridade para a multidão de miseráveis a quem o regime local roubava o pão e a escola para financiar a ostentação religiosa e o palácio particular do VIIème em Paris onde Boigny gostava de passar o melhor do seu tempo.

Também agora, vendo o ar feliz com que Bento XVI se passeou em Yaoundé, ao lado do Presidente Biya, dos Camarões - corrupto e ditador, como manda a tradição - e da sua contratada primeira-dama, constato que a tão elogiada diplomacia duplamente milenar da Santa Sé continua a seguir a mesma regra de sempre: o essencial é garantir que a Igreja Católica seja tolerada e de preferência bem tratada onde quer que seja, nem que para isso o Papa tenha de caucionar, visitar e abençoar aquilo que a decência mandaria evitar. Foi assim, por exemplo, que João Paulo II, de visita à Indonésia, aceitou deslocar-se a Timor, no auge da ocupação e da repressão (inclusive sobre a Igreja Católica), porque, em contrapartida, lhe asseguraram uma existência pacífica no maior país muçulmano do mundo.

Para dizer com franqueza, por mais que a figura de Ratzinger afaste qualquer simpatia - ao contrário do que sucedia com Woytila - o que Bento XVI faz e diz em África não é substancialmente diferente do que fazia e dizia João Paulo II: convoca a fé irracional das multidões, de que a Igreja tanto gosta, prega a caridade em lugar da justiça social, e repete os insustentáveis dogmas morais para um mundo que não existe e que hoje parece ser o fundamental da mensagem de Roma. Se fosse só esta a mensagem que a Igreja Católica tivesse para levar a África e a outras partes do mundo, há muito que teria desaparecido do mapa. Mas, apesar da perda de influência constante a favor daquilo a que Bento XVI chama "seitas", o que ainda mantém a Igreja com uma força de influência moral em África é o trabalho, muitas vezes invisível e até mal compreendido por Roma, que muitos sacerdotes, missionários e comunidades cristãs desenvolvem no terreno, em condições bem difíceis. Felizmente, aí vale aquele provérbio africano que diz que "a palavra do chefe não passa além do rio". Aí, confrontados diariamente com a doença e o sofrimento, vivendo num continente onde estão 70% dos infectados com sida, os padres sabem que a sua obrigação, moral e religiosa, é aconselhar o uso do preservativo e não fazer pregações irresponsáveis e paternalistas a favor da abstinência, da fidelidade ou da procriação como único fim da sexualidade.

No curto espaço de três semanas, este infausto Papa, imposto por longas manobras da cúpula 'negra' da Igreja Católica, conseguiu mostrar o pior de si mesmo. Primeiro, levantou a excomunhão contra o arcebispo nazi inglês Williamson e a sua seita anti-Vaticano II e apenas duas semanas depois de ele ter repetido que o Holocausto era uma invenção dos judeus; depois, defendeu e confirmou a excomunhão decretada pelo arcebispo de Olinda e Recife contra a mãe e os médicos que procederam ao aborto de uma menina de 9 anos (!), violada repetidamente e engravidada pelo padrasto, e que nem sequer percebeu que estava grávida e tinha deixado de estar; enfim, decretou, ao pisar África, que o preservativo não só não serve para atacar a disseminação da sida como até "a pode agravar". E isto, em nome da "vida". Que saberá o Papa da vida? Como é que algum católico, a começar por ele próprio, pode acreditar que Deus fala por ele?

Eu não gosto de Ratzinger, como se percebe. Não gostei do seu passado à frente da Doutrina da Congregação e da Fé, onde se dedicou sempre a perseguir o sector mais aberto e moderno da Igreja e a defender o sector mais retrógrado e fechado. Ao mesmo tempo que fustigavam o preservativo, o aborto em quaisquer circunstâncias e o sexo como direito natural das pessoas, fecharam os olhos durante décadas ao deboche e à ignominiosa perversão das paróquias, bispados e colégios católicos onde a pedofilia homossexual sobre indefesos era lei e regra. E eles sabiam - tinham de saber.

A moral não é uma questão de fé nem de mandamento divino. Não é preciso ter fé para se obedecer a um código de conduta com valores morais que todos devemos ter. Por vezes até - como se vê com os pregadores extremistas do Islão, do judaísmo ou do Papa Ratzinger - é a invocação da fé que acaba por pretender legitimar o que é moralmente insustentável. Também a fé não dispensa que se tente perceber quem os outros são, olhando-lhes para a cara. A mim, bastou-me olhar para a expressão de Ratzinger, no primeiro momento em que apareceu à janela de S. Pedro como Papa Bento XVI, para perceber muita coisa: Deus não tinha nada a ver com aquilo; o que ali estava inscrito transparentemente era uma expressão de pura cobiça satisfeita, de deleite com o poder. E até hoje não o vi mudar de expressão, apenas disfarçar, enquanto vai achando prudente, as ideias que desde sempre foram as suas.

Enquanto se ocupa a excomungar médicos que salvam a vida a uma criança violada pelo padrasto, Bento XVI prepara-se fatalmente para dar sequência ao que seria apenas uma anedota portuguesa, não fosse também uma vampirização da nossa História: fazer de D. Nuno Álvares Pereira santo, só porque uma senhora de Vila Franca de Xira se queimou com o óleo da cozinha, rezou ao beato e curou-se... graças aos médicos que a assistiram e às defesas do organismo. E fica em silêncio quando tantos devotos católicos e financeiros, seguidores do também beato Escrivá de Balaguer, fundador da Opus Dei, levaram o culto de vendilhões do templo a tal extremo que conduziram o mundo a uma crise global e reduziram milhões de pessoas à moderna escravidão do desemprego e da pobreza.

Não, Deus não iluminou o conclave de Roma no momento de soltar fumo branco por Ratzinger. Mas o pior é que o mundo que os rodeia também não os inspirou em nada. E a consequência é que a Igreja Católica desertou de onde, apesar de todos os seus humanos erros, faz falta.

* Artigo retirado daqui : http://clix.expresso.pt/tristes_tropicos_triste_papa=f504338#commentbox

2/5/09


Não fosse a seriedade do assunto em questão eu me desfaria em riso!


O paragrafo a seguir vem contido numa noticia na edicao do jornal "noticias" de hoje. O carregado (bold) é meu, para chamar-vos atencão sobre o assunto que me espantou. O titulo dessa noticia éh Todinho foi baleado em três ocasiões - indica Polícia


“Não basta dizer que matou, é preciso provar essa afirmação. Isto para dizer que o que Samito disse carece de investigação para se chegar a uma conclusão definitiva. Ele deve apresentar provas. Contudo, a Polícia está a tomar em conta estas afirmações e, com o andar do tempo, isto após encerrar as investigações, chegaremos à verdade sobre o assassinato do director Juvane”, apontou a fonte.


Yes, yes, o criminoso deve e vai apresentar as provas do seu crime!


FAXAVOR!
PS: Imagem tirada daqui

2/2/09




Bebé Abandonada...



Uma bebé de cerca de uma hora de vida foi encontrada abandonada no jardim de uma casa em Stavanger, uma cidade norueguesa.

A crianca foi colocada num saco de compras, e cuidadosamente deixado no jardim, tendo sido descoberto na manhã de sexta-feira. Depois da autópsia e de investigacoes preliminares, desconfia-se que a mãe seja estrangeira, provavelmente sem papeis e que provavelmente ja tenha abandonado o pais.
Doi-me o coracão cada vez que penso tanto na mãe que teve que tomar essa medida, talvez que esperanca de que alguém descobriria a crianca, ainda com vida, e assim dar-lhe uma oportunidade de uma vida "normal".


Revolta-me a morte de criancas. Não tenho palavras




Foto do jardim em que se encontrou a bebé.

A foto do bebé acima, não tem nenhuma relacão com esta ocorrencia. Foi tirada daqui

1/30/09

As amizades que tenho: Integracao e mentores

Quero tanto falar de algumas "amizades" que tenho. mas para isso preciso explicar-vos porque desejo falar delas.

1. Integracão e Mentores




Escrevo este poste para criar bases para o post seguinte.





No sabado sai na tv norueguesa. e não foi de raspão, como alguns maldosinhos já estão a pensar. Eu conto, ah, se conto:


Integracão é o fenomeno através do qual, um individuo passa, para poder pertencer a esta sociedade. Aprender e falar norueguês, arranjar emprego, conseguir amizades locais, etc, etc, etc... Está demais dizer que eu acho que a pessoa nunca se integra compleamente.



Arranjar emprego pode ser uma dor de cabeca. Arranjar o emprego ideal, eh um sonho que requer muita perseverancia. Sao muito poucos os estrangeiros que conseguem isso.


Näo pertenco a minoria que tem o dream-job, mas tao pouco a que se conforma com o emprego que tem, só para fazer dinheiro. Acrescentar que muitos acabam trabalhando na saúde, como enfermeiros ou assistentes. Algumas pessoas apesar de terem uma formacäo e experiencia do seu pais de origem, ao aperceberem-se da dificuldade que e conseguirem trabalho na "sua área, voltam para a escola, para fazer cursos como enfermagem, que teem muita demanda.


Pertenco ao grupo dos sonhadores e batalhadores. Ha pouco alguem que conheco afirmou "existem pensadores e realizadores". Nao comentei, pois discordo com isso. Para realizar algo, há que pensar primeiro, acho eu.

Recordo-me de que, ha uns meses atras, quando eu reclamava da dificuldade em arranjar emprego relevante, uma pessoa aquem respeito muito desafiou-me exactamente a desistir dos meus ideais: "ser artista, trabalhar com pessoas, ajudar mulheres desfavorecidas... faz la um curso de enfermagem ou de contabilista! Esquece esses teus sonhos!"- disse-me.


Mas deixemos integracao de lado, e vamos aos mentores...
Considero um mentor, uma pessoa que pelos seus conselhos, guia, correccoes e mais, mostra a outra(s) um certo caminho, chegando as vezes a abrir portas.
Em abril de 2008 recebi um email, informando-me que havia um novo programa, atraves do qual 10 mulheres nao norueguesas (como eu), com qualificacao, mas que nao encontram o emprego em que estao qualificadas, podiam participar. Cada uma seria atribuida uma mentora, uma mulher altamente profissional e bem sucedida. Juntas trabalhariam com vista a realizar os sonhos profissionais da mentees.


Candidatei-me, com a aplication letter mais simples que ja fiz na minha vida, e voilà, fui seleccionada. E como se nao bastasse, e porque oque eu quero eh trabalhar em projectos de empowerment de mulheres e criancas, e porque estou, com uma colega, a criar uma organizacao para jovens africanas-norueguesas, foi-me atribuida uma das mulheres mais activas nessa área, nomeadamente a princesa Mette-Marit!

Enfim, estivemos trabalhando em segredo, mas a imprensa teve informacão. Daí que foram convidados a um encontro entre todas as partcipantes do programa, Womentor, como se chama.

Foi assim que saí na tv.

Com esta apresentacao, falarei no proximo post, falarei delas, as amizades que tenho (algumas delas, que conste).

11/6/08

Uma noite no centro 1: The change has come!





Estava ontem no teatro a assistir a um musical, "singin in the rain" . O teatro nas grandes salas de teatro (pese a redundancia) é ainda um fenómeno quase 100% norueguês, e como tal, eu era a única pessoa de pele escura na sala. Mas não se alarmem, já estou habituada.


Quem ja viu o clássico filme, pode se recordar de que a uma dada altura, a actriz Lina Lamont aprende como melhorar e usar a sua voz, porque a produtora de filmes Monumental Pictures decidiu deixar de fazer filmes silentes, e abracar a nova tendencia de filme "falado" .

Durante uma dessas aulas de diccao, quando instada a repetir "o-d-d-b-m", ela diz "oo-baa-mma".


A sala ficou em extase, o público bateu palmas com frenesi. Claro, eu aproveitei para dizer "black power", e o senhor -velhinho ele- ao lado de mim fusilou-me com o olhar. ("whatever brada, Yes, we can", pensei)


A sensacão de que mais mundo do que a gente pensa está pronto para viver num mundo diferente foi marcante.

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Foto retirada daqui

11/5/08

Uma data para marcar e recordar





05:02 (hora de Oslo) recebo um sms, que transcrevo:

"Friends... I have never been so gratefull for having a tv. I am actually seeing this. I never doubted and so I feel that my faith again proves to be working. If Obama can, we also can. Let's change our history..."

Não consigo mais dormir. Desperto o meu marido:
- Babs, babs, congrats.
- Why?
- Obama has won.
- Ah? Oh! Congrats to you too.

E assim comeca o meu dia, cheio de esperanca, nao pelo que Obama alcancou, mas pelo que a sua vitoria significa num mundo (político) até agora pre-definido!

Sinto o ar gélido da manhã bater no meu rosto, sorrio. Sinto o cheiros dos bolos da lojinha do lado, aconchegantes, e vejo as caras dos traseuntes na rua, de alguma forma brilhantes e cheias de alegria, sonhos e esperanca... Ou vejo a minha propria cara reflectida nos muitos outros?

11/3/08

Contas à Nacão (cont)



Oque chamou a minha atencão foi o seguinte:


Os que estavam no painel (que mais parecia um tribunal, pela tensão), estavam sentados tres de um lado, e tres do outro, em frente uns dos outro (bem, cada lado em semi circulo). O moderador, um sénior da televisão nacional estava de pé, no meio deles.


Já imaginaram a cena, o primeiro ministro de sentado, e o jornalista em frente dele, de pé a fazer perguntas "quentes"?


Mais ainda, quando o pm falava, ele o interrompia, para atacar os seus argumentos. Sem piedade, diria eu.


Oque mais bateu no meu "hierarchy hangover" foi quando o moderador disse, apontado com o dedo acusador ao Stoltenberg:


- Mas tu (yes, "tu"), tu Stoltenberg, não achas que agiste fora da lei?


Tenho que confessar que gosto da figura do pm, nunca perde a pose, a calma e p controle. Calmamente respondeu:

- Não, eu näo agi fora da lei, era uma situacäo de emergencia, e achei por bem tomar uma medida drástica, para o bem da economia nacional...


Enfim, o debate prosseguiu, mas eu havia sido marcada pelo que vos acabo de relatar. Afinal presidente também é colocado no banco para responder; afinal também é apontado com o dedo, sem que se murmure "yu, a massingitoooo!", e sem que a polícia, a familia, os amigos e vizinhos te venham chamar a atencão!


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Quero referir que o caso está agora sob investigacäo. Por enquanto foram interrogados dois trabalhadores do banco que são suspeitos de crime de fuga de informacão, mas (felizmente), para o um dos funcionarios do gabinete do pm, não para o pm em si. Digo felizmente porque se ele tem que renunciar, toma lugar a direita, que está com as garras afiadas...

A ver vamos!

10/31/08

Contas à nacao

Ha pouco menos de duas semanas assistindo a um debate na televisäo, fiquei estupefacta com uma coisa. Porque gostaria de contar os antecedentes, este post sera longo. Por isso vou dividi-lo em partes. Estou a escrever num computador sem acentuacao em português, por isso farei a devida acentuacao a noite, desde casa.
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Contas à nacao, via tv:


Tudo comeca com a crise de mundial economia (que, para dizer a verdade, näo entendo muito bem).
Quando o governo americano aprovou o plano de emergencia para "salvar" os bancos, imediatamante a banca norueguesa comecou a exigir do governo uma accao igual.
Nessa altura, tanto a ministra de financas como o primeiro ministro (que é, como sabem, o chefe do governo), vinham quase todos os dias dizer que "näo havia perigo, para a economia norueguesa". "A nossa moeda é forte", diziam, entre outras "explicacoes".

No entanto, alguns dias depois, a bolsa de valores comecou a cair entre 4 e 7 % durante dias seguidos. Dizem os entendidos que isso antecede a queda da economia.


Pois, um dia aparecem a ministra de financas e o Stoltenberg (pm), junto do chefe do Banco nacional, a infrmar que urgentemente haviam adoptado medidas de contigencia da economia, e que haviam aprovado um pacote (money, money honey) para os bancos.

O problema foi que, apesar dos bancos terem estado a solicitar este pacote durante dias, a decisao da sua criacao foi tomada de uma forma um tanto ou quanto repentina.

O gabinete do primeiro ministro havia estado em contacto directo com o maior banco nacional (DnBnor), que tem accoes do estado. Este contacto, preterindo assim o ministerio de financas, foi razao de um debate serio..

Questionava-se se :

- o pm havia agido acima da lei, ao decidir sober o pacote, ao inves de deixar esssa tarefa ao ministerio de financas; Ou eventualmente tomar a decisao em conjunto;

- o pacote havia sido resultado de interesses do estado, deixando de fora os bancos privados;

- se algum funcionario do DnBnor havia quebrado as leis, ao estar em contacto directo com o gabinete do ministro, em relacao à crise no pais;

E eh nessa esteira de acontecimentos e questionamentos que o pm, a ministra de financas e outros sao convidados a televisao nacional (o canal estatal), para debater sobre o assunto.

(cont.)

6/13/08

What is your name? (cont)

Today, 08:05:

- Nyabeeetse! Good morning!

This is what I like about old people.