DIVAS (intro)
O concerto da sexta-feira (veja post anterior) despertou em mim uma vontade que tenho faz meses. A de escrever um pouco sobre as minhas divas.
Fui procurar no wikipedia a definicao de diva, para apoiar a minha intencao. infelizmente o qiki em português nao a tinha. No wiki em espanhol encontrei sim exactamente a definicao que eu tenho em mente quando falo ou penso em diva.
cito:
Diva é, na musica clássica uma cantora de renome que se caracteriza por ter uma voz excepcional. Em latín e em italiano, a palabra diva significa «divina» e é forma feminina da palavra latina divus - deus. Também utiliza-se o termo italiano prima donna (primeira dama).
No fim do artigo acrescenta-se que:
O termo perdeu grande parte do seu significado original ao ser manchado pela imprensa ao descrever mulheres incapazes de ganhar-se o auditório sem a ajuda do microfone.
Como a revista Times colocou em 2001:
«Por definicão, uma diva é uma mulher com um ego desvastador compensado parcialmente pela sua formosa voz.»
----
Dito tudo isto, quero acrescentar que eu penso em DIVA como uma mulher especial, que tem uma voz fantástica, mas que também tem uma sabedoria acumulada com os anos. É uma mulher-deusa, que sabe que tem um dom magnifico, mas que é humilde, e fácil de comunicar. É uma mãe da humanidade, e a sua música transmite a identidade de um povo.
As minhas divas são: Miriam Makeba (Africa do Sul), Mari Boine (Samiland), Susana Baca (Peru), Cesária Évora (Cabo Verde) e Mercedes Sosa (Argentina).
Showing posts with label conceitos. Show all posts
Showing posts with label conceitos. Show all posts
2/16/09
10/16/08
Casamento forçado
Este é um tema actual. Tem se criado programas e programas para combater o casamento forçado /entenda-se, casamento organizado pela familia, ao contrario do ocidental casamento resultante do namoro entre os futuros conjuges), dentro das comunidades imigrantes. Explico melhor:
Familias compostas, normalmente de pai e mãe de um outro pais de origem (exemplos: Paquistão, Afganistão, India, Siria e Somalia), mas residentes na Noruega. No papel, as suas criancas (raparigas, entenda-se) sao norueguesas, mas a uma dada altura, geralmente ao atingirem a adolescencia, sao "levadas de ferias" para o país de origem dos pais, de onde regressam casadas.
Pois, recebi a dias um email, vindo da "Direcção para Integração e Diversidade", em que me perguntam se a minha recém criada organização vai trabalhar nessa vertente também. Bom... fiquei a pensar, consultei a minha colega, cuja resposta foi "o governo está a pôr muito dinheiro nessa área, vamos dizer que sim", ao que eu chocada perguntei "mas... temos que apresentar trabalho nessa área entao, e eu não nos vejo a apostarmos nisso". De todas as formas, ainda estou a pensar...
A razão da escrita deste post é precisamente o casamento forçado. O caso é que há uma menina (23 anos para ser mais precisa), que tem vindo e cuidado da minha filha quando tanto eu como o meu esposo temos que sair a noite.
Depois das ferias de verao no seu pais natal, Iraque, ela esteve cá em casa na semana passada, e toda radiante, me contou:
-Amélia, estou noiva!
- Ah, que bom! Noivaste durante as ferias?
- Sim! Ele é tao lindo, tem um coracao tao lindo...
-E tu ja o conhecias?
- Não, mas ele é sobrinho da sogra da minha irmã.
-Ok. E tu estás feliz?
-Ai sim, muito!
- Desejo-vos muitas felicidades.
Pois é... penso nem tudo é preto e branco. Existem também os cinzentos. E há que analizar as suas nuances...
Etiquetas:
casamento,
conceitos,
relações humanas
Subscribe to:
Posts (Atom)